Segundo as investigações, ele vai responder por lesão corporal culposa, fuga do local do acidente, condução sob efeito de álcool ou outra substância psicoativa e alteração da cena do sinistro. O caso segue sob apuração do 15º Distrito Policial (Itaim Bibi). De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os trabalhos continuam para o esclarecimento completo dos fatos.
O acidente aconteceu na manhã do dia 20 de agosto, quando o Porsche conduzido pelo influenciador avançou um sinal vermelho em alta velocidade e atingiu violentamente um HB20, onde estavam pai e filho. Câmeras de segurança registraram o momento da colisão.
O jovem de 20 anos, que estava no banco do passageiro, sofreu fratura na mandíbula e precisou ser internado. O pai, motorista do veículo, afirmou que foi ameaçado logo após o impacto.
“Ele [influenciador] disse que ia me bater”, relatou a vítima em entrevista à TV Globo.
De acordo com a polícia, Gato Preto deixou o local sem prestar socorro, mesmo estando acompanhado da influenciadora Bia Miranda. Ele alegou que saiu por se sentir ameaçado devido à presença de pessoas filmando, embora tenha dito que prestou algum tipo de apoio inicial às vítimas.
Horas depois, o influenciador foi localizado e preso em seu apartamento. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro, foi levado à delegacia e acabou liberado posteriormente.
Em outubro, a Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa para que o processo tramitasse em segredo de Justiça. Pouco antes, o Judiciário também atendeu a um pedido do Ministério Público de São Paulo e reclassificou a acusação, passando de lesão corporal para tentativa de homicídio, o que levou o caso da Vara Criminal para o Tribunal do Júri. Essa interpretação diverge do indiciamento feito pela Polícia Civil.
Segundo a promotora Ana Paola Ferrari Ambra, responsável pelo caso, o influenciador assumiu o risco de matar. A promotoria destacou que, conforme apontado em laudo toxicológico do Instituto Médico Legal (IML), ele dirigia sob efeito de álcool e substâncias ilícitas no momento da colisão.

0 Comentários